quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Um abraço.

Esse processo de redescoberta é complicado. Você bem que me falou. Sabe como é, camarada? A gente gosta, ama, mas depois acaba. Você tem razão mesmo. Não termina, apenas muda. Como as coisas mudaram, não é? E, hoje, ainda por cima é Natal. Sem troca de presentes, sem abraços. Tá certo. E quando você não está ? Será que, um dia, a nossa conversa vai ser menos careta, menos alienada? Será? Claro. Do amanhã ninguém sabe. É chato isso, viu? Você e esse jeito calmo e centrado de quem sabe o que dizer na hora errada. Me desculpa por não ter comprado nenhum presente pra você. Serve meu abraço? Preciso te contar as novidades nada novas. Resolvi voltar atrás e superar meu orgulho frustado. To tentando melhorar esse meu jeito esquentado. Tá sendo difícil. Queria te contar os detalhes mas você, ainda, não bebeu o bastante. To com medo dessas mudanças. Que mudanças! Lembro que você me disse que, uma hora ou outra, eu iria aceitar melhor isso de que tudo é passageiro. Você acertou. Meio complicado entender que as coisas não são como a gente quer e que, ainda por cima, isso é melhor pra gente. Como pode? Me explica da próxima vez que a gente se encontrar num bar? Por que a gente, nem sempre, tem razão sobre que é melhor pra gente? Minha escrita ficou pobre, amigo. Meu coração anda rico. É uma esperança que atormenta e abala. Tenho me perguntado até quando essa coragem de encarar o mundo vai durar? Será que eu consigo chegar lá? É. Odeio ter que concordar sempre com você. Pelo menos nisso. Ah, já ia esquecendo de te contar: ouvi seus conselhos e andei viajando no tempo. Engraçado, é verdade essa história de que a leitura leva a gente pra épocas e mundos diferentes. Talvez, por isso, tenha conseguido me descobrir mais e mais. Que a gente chegue além. Além mar. Já ia me esquecendo de mandar aquele abraço apertado. E desejar toda a luz do mundo pro seu coração.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

À-Deus

Fico aqui me martirizando em pensamentos. Querendo entender o motivo das coisas terem se encaminhado dessa forma. Hoje não passamos de dois desconhecidos que insistem em não desatar nós. Você sumiu e levou consigo minha criatividade para escrita. Mas não te culpo. Sumi também. Você tem sua parcela de erros e eu a minha. Mas, o incrível é que não nos considero culpados. É 'normal'. As coisas acontecem e as mesmas,por si, só, terminam. Só falta a gente encarar isso de frente. Não será a primeira mas sim a última. O último fim entre tantos. E, como todo fim, esse represente um novo começo. Que a paz acompanhe a cada um e que ilumine até o fio de cabelo. Desejo para ti, que a alegria retorne e te invada as entranhas. Que com o tempo o clichê trocadilho Adeus-À-Deus seja realizado. E que consigamos superar em paz.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Paciência

Paciência. Pa-ciência. Pra-ciência. Paciência. Passe-em-essência. Passem.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Sendo sincera.

Vou te falar uma coisa… tu já mexeu muito comigo esse ano sabia ? Às vezes, ainda mexe. Leu bem? Às vezes! Acho que é porque você tem uma leveza inata, um olhar calmo e um jeito brincalhão. Meio que meu oposto. Sou toda aborrecida de nascença. Me estresso porque acordei com o rosto mais inchado do que de costume. E você? Você não. Acho até meio fofo seu jeito atrapalhado. A forma como você se irrita fácil e parece uma criança de 6 anos por coisas que eu acho banais. Te acho humano demais. Um tipo raro de humanidade que sente pelo outro e, que, se pudesse mudava o mundo com uma mão. Nunca imaginei que conheceria um menino mais novo e que fosse assim... tão você. Mas esse talvez seja o problema. Você é você demais. E, nessa, fala e não fala. E já confundiu muito a minha cabeça. E nem tem culpa. Ninguém tem culpa. Você não escolhe surgir na minha cabeça do nada. Nem ser o salvador da pátria em algum sonho. Calma! Não se assusta! Eu não to perdidamente apaixonada. Só to sendo sincera. Acho que faltou muito disso na gente, sinceridade. Eu entendo. Esse bombardeio de informações está sendo complicado pra você. Até quando a gente vai levar esse joguinho bobo? Um dia, amor, no outro, nada.

domingo, 2 de setembro de 2012

Que passe, que fique.

Que um dia chegue nosso tempo ou que não chegue. Mas que venha nossa hora e que a gente se liberte de toda essa culpa. É difícil, eu sei. Vamos ser a gente? Quem fomos há tempos, quem somos por dentro. Vamos ter forças pra resolver o que não tem solução, nem sentido? Vamos ser leves um dia? Vamos superar essa angústia? Vamos tirar nossas máscaras? Você pode ficar com dez por dia, pode se apaixonar por um harém mas nunca vai me esquecer. Sabe por que? Porque eu te conheço como a mim mesma. Porque eu sei cada defeito, cada problema, cada crise interna e externa que você já passou. Porque eu te amo mesmo negando por ai, mesmo implorando à Deus todos os dias e noites para que isso sai de mim. E você vai continuar me procurando por ai, mesmo com o meu jeito inconstante e louco, porque eu nunca saí de você e você nunca saiu de mim. Triste é o questionamento sem fim de um amor singular.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Vai ou fica

Vai ou fica. Tenho dito isso e torcendo pelo segundo opção. Fica vai. Fica mais um pouco. Chega mais perto. Volta. Volta. Não imaginei que seria complicado essa história. Afinal qual não é? É tudo tão simples. Mas esse vai e vem, vem e vai, confunde. Chega de tanta complicação. Brincar com os outros é crime. Inafiançável e inexplicável seria partir o coração de quem só quer te ver bem. Bem aqui. STOP! Até quando ? Até quando vamos ficar nesse mesmo lero-lero? Você vai e eu decido não voltar mais. Então você reaparece, treme as estruturas internas do meu coração e cérebro, e eu, instantaneamente, me jogo de cabeça e penso: agora vamos. O problema, ou um deles, é que o plural se transforma em singular ligeiramente. E o seu singular se aconchega em outro que não é meu. Caio no antigo pensamento da incerteza. Volto ao mesmo barco jogado ao mar. A solução é uma só: vai ou fica.

sábado, 14 de julho de 2012

Até onde vai ?

Às vezes nossos medos e problemas parecem nos sufocar. É tanta preocupação que respirar dói. A garganta embola. O olho brilha mas não contagia. Saber onde está mas não saber o destino constrange a alma. A pré-ocupação é um clichê real. O marasmo me chama. Ainda há alguma chama que liberta. Esportes, textos, tv, amigos não alienam mais. E a dor do futuro incerto? Até onde vai ?

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Braços e cacos

Após uma longa conversa. O assunto entre dois amigos parecia ter chegado ao fim. Quando um decide contar um fato de sua infância. - Quando tinha 7 anos fraturei o braço. Fiquei engessado três meses. - Como era a sensação? - Uma coceira agoniante. - Você nunca quebrou o braço ou a perna? - Não. - Que sorte! - Meu coração já quebrou tantas vezes. - Ã? - É. Meu coração foi partido, meus sentimentos, o que eu acreditava. Superei sem analista. - Como conseguiu? - Ajuda de amigos. Escrevi textos. Pensei sobre. Assisti filmes e li livros. Evolui. - Que bom que superou. - É. Tudo passa. Umas coisas concertamos e outras, simplesmente, superamos.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ombro irmão

"Às vezes na vida existem laços reais que nunca podem ser rompidos. Às vezes você vai encontrar aquela pessoa que vai ficar ao seu lado aconteça o que acontecer. Talvez encontre uma pessoa e celebre isso com o casamento. Mas também existe a chance de que essa pessoa com a qual você pode contar a vida toda, aquela pessoa que te conhece às vezes melhor que você mesmo seja a mesma pessoa que está ao seu lado esse tempo todo."
Noivas em Guerra

De todo o coração

Espero que entenda algum dia que foi o melhor pra gente. Pelo menos agora. Sabe, eu sei que você sabe, não estávamos dando certo. Cabeças diferentes nos colocaram em rumos diferentes. Você não tem culpa, nem eu. Não há culpado! E sim, dois seres humanos passíveis a erros e a escolhas próprias. Talvez, uma possível razão seja a individualidade tão própria de cada um. Curioso, não? O que nos torna únicos nos tornando sós. Por isso vou repetir: agora não é nossa hora. Pode ser que um dia seja ou não. Espero que consiga digerir essa nova fase, assim como, desejo o mesmo para mim. Torço de coração que o Pai te conforte e te ajude. Eu gosto de ti. Nunca deixei de sentir algo bonito por você. Aprendi muito, passei por cima do orgulho, reparei mais no outro e voltei a ser doce. Aprendi, também, que o "pra sempre" significa a intensidade que sentimos algo em dado momento. Não temporalidade. O "pra sempre" é plausível a mudanças ─ imediatas ou não. Desejo que você me entenda e me queira por perto. De outra forma. Da forma inicial. Da forma zen e mais leve. Desejo teu bem demais, "pra sempre".

domingo, 17 de junho de 2012

Em frente, sempre!

To cansada de ser vilã, antiherói, de ser a bruxa de uma história que, também, é minha.Não quero ser princesa, nem a mocinha — gosto de andar descalça e largada. Sempre achei tedioso demais a certeza e a linearidade de uma vida padronizada. Nunca fui igual. Não me sinto igual, caso eu seja. E acho que é isso que me torna diferente. A doçura. A ingenuidade. Não me importo e quando digo é de peito aberto e limpo. Esse mundo, essa gente, diz não se importar agindo de forma contraria. E por serem todos iguais, me padronizam. Não, eu não sou assim! Eu quero e falo. Eu não falo mas não escondo. Tente me perguntar e saberá. Não saio por ai dizendo tudo o que penso e/ou sinto. Não vejo necessidade em me explicar já que sou uma grande interrogação até para mim. Hoje, quero apenas ser livre dessas barreiras socioculturais impostas pelo tempo. Quero ser livre de mim. Quero ser livre do mundo! E, também, quero que entendam. Que aceitem: sou assim. Mas se isso for algo tão complexo, juro, não me importo! Coração aberto e cabeça fresca, sempre em frente. Deus, de nos, cuidará!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Zé, me vê uma cochinha!

Consigo, imaginar com tranquilidade você falando algo parecido para mim : http://www.gabitonunes.com.br/2012/05/olhos-liquidos.html#more Não sei porquê, mas já te vejo como um irmão. Engraçado não é?! Devo te conhecer há uns 4 meses no máximo. E a gente se fala há menos tempo que isso. Já tinha pensado, na nossa amizade, em tempo quantificado? No tempo sensível parece que sou sua amiga há anos. Engraçado novamente. Sei que posso contar para você: que meu time ganhou de goleada, que vou fazer uma viagem com minhas amigas, que engordei 4 quilos, que fui no MC Donald e comi tanto que mal conseguia andar. Ou posso te ligar chorando porque estou na TPM, ou por ter brigado com a minha mãe, ou por causa do House(não gosto de lembrar que ele não vai passar os últimos dias da vida do Wilson ao lado de seu amigo). Sabe, você ganhou uma amiga um tanto inconstante, mas, isso, eu sei, você já percebeu. Não posso negar que eu quase ganhei na loteria sem nunca ter jogado. Acho que quando joguei umas pedras pra trás ou moedas num lago qualquer devo ter pedido um irmão. E, pronto, ganhei! Falando assim parece fácil e simples mas te juro que não é! Você, também, tem suas excentricidades e é difícil de lidar às vezes (principalmente quando estou sensível, vou confessar, às vezes, tenho vontade de te dar umas porradas!).Como por exemplo, quando eu chego toda animada e você vem, num mal dia, exalando grosserias. Mas, olha, não fica chateado não? Você às vezes se esquece de mim e eu não ligo. Não ligo mesmo! Porque sei que você tem consciência de que eu te meto a porrada, seu idiota, se você ousar se esquecer de mim na sua vida! Você não é o meu amigo mais antigo, não é mesmo. Tenho alguns amigos há mais de 10 anos. Mas, você, vem se tornando o meu melhor amigo e não é clichê. É a vida, fazer o que? Não me bate e não briga comigo: você, para mim, está virando o gordinho mais lindo de Madureira! É só um toque, dois salgados e um saco de paçocas não fazem bem para saúde, pode ser que para a alma, sim. Só que se você ficar gordinho eu te entendo e te faço companhia comendo alguma besteira-não-saudável. Não liga não é que me deu vontade e eu resolvi escrever. Não apresenta as mais belas estruturas gramaticais mas, de coração, falei um pouco do que se passa, pelo menos, comigo. E que venham muitas gordices, muitas malhações, muitos problemas de física e matemática e muito, muito, muito tempo de amizade pela frente!
Junto à dor de cabeça e à esse sentimento de estagnação sinto que existe uma alma, em algum lugar, pedido mudanças, pedindo sentindo. A palavra sentindo parece faltar nos dias e nas noites. Como disse o poeta "ideologia, eu quero uma pra viver". Não há sentindo no que vem sendo vivido. Não há! Procuro uma vertente, qualquer que seja, que eu me cause identificação. Sei que há, de certa forma, um sentindo por trás e até mesmo, a front. Mas sempre busquei um porquê maior, mais digno. Não saber explicar um motivo causa mais agonia do que a dúvida em si. Agonizo em mim.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Sorry

Me desculpa se eu não dei atenção quando você mais precisou. Me desculpa se sou egoísta o suficiente pra te pedir algo que não dou. Me perdoa!
Eu sei que te fiz mal, que te machuquei, mas, preciso te falar, me machuquei também. Senti falta também. E sinto. E penso em você todos os dias e dói... dói lá dentro às vezes sinto como se não pudesse mais agüentar.
Você sabe o que me falta? É você!
Acho que por você, só por você mesmo, não te procurei porque, por mim, eu já estaria ai pertinho de você. É que eu tenho tanto medo de te machucar que prefiro viver me machucando por dentro.
Eu me conheço e sei bem que sou tão inconstante que daria para deixar qualquer um louco. Mas eu não quero isso pra você.
Eu não sei até quando isso, dentro de mim, vai durar e não quero que se quebre quando você souber. Quero que dure, mas, tenho um medo danado disso.
Tenho medo de amar e tenho medo de não amar de verdade. E o que a gente faz com esse medo? O que a gente faz com todas essas minhas esquisitices e paranoias? O que dá pra se fazer: ir levando...
Me desculpe por me referir a um problema meu como um problema nosso. Ando me esquecendo que não somos mais nós e, sim, eu e você vez, que não estamos mais juntos física nem mentalmente.
Eu queria saber o que fazer, queria saber o que sentir, queria saber o que te dizer. Só queria saber como viver assim...

terça-feira, 10 de abril de 2012

“E me dá uma saudade irracional de você. Assim, do nada.”

Não vou mentir, não é sempre. Sou metida a auto suficiente, coração frio e cabeça de pedra! Mas sou mulher, também. Sou humana, também. E sinto fraqueza e sinto saudade. E toda vez que eu acho que não vai dar nada certo e me bate uma fraqueza. Eu sei, eu sinto que a solução seria o seu abraço. O seu carinho. O seu aconchego.
Espero me acostumar com a sua ausência quase que total de maneira mais breve possível. Uma vez que, viver nessa inconstância sentimental não auxilia em nada na minha existência.
Sinto saudade e não posso mentir.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Acordar sonhando.


Bom mesmo é acordar e te ver todo dia.
Sentir um frio na barriga.
Correr para ficar bonita.
Sonhar para te achar.

Bom mesmo é dormir com você.
E acordar
Acordar e querer dormir de novo
e sonhar.

Sonho e acordo
e sonho acordado.
E durmo e levanto.
E sinto e penso
e transporto você.

terça-feira, 20 de março de 2012

E eu fico nessa de não vou falar. Vou ser durona. Me vestir e revestir de uma capa de aço que não é minha mas vou pegar emprestada.
E você? Nada! Nadinha. Nem um "oi". Nem um "tudo bem?". E eu aqui querendo escrever um texto gigantesco explicando e exemplificando tudo o que eu sinto e tudo o que vem na minha cabeça quando eu penso em você.
E eu aqui parada esperando. Esperando. E vou esperar e torcer. Porque um dia vem, mesmo que vá. Um dia vem!

domingo, 18 de março de 2012

Órgão oco.

Eu tenho um coração.
Dois olhos e uma boca.
Eu tenho o silêncio
e dois ouvidos.
Eu tenho uma vida
e 6 vidas que se seguram nela.
Eu tenho um nariz
e todo o oxigênio do mundo esperando para ser inalado.
Eu tenho um coração
que de tanto bater, anda querendo apanhar.
Eu tenho um coração
que de tanto pulsar, inventou de pular por ai.
Eu tenho um coração
que de tanto bombear, resolveu querer ser dependente.
Eu tenho um coração
que de tão responsável, decidiu ser criança de novo.

Um sonho só meu.

Eu quero um amor que seja meu. Só meu. E sendo tanto assim, cheio de mim, me leve para um lugar onde não haja mais o eu, nem o nós. Só o todo. O tudo. Porque o resto, e o mundo não importam. Quero um alguém, que me pegue e me leve além do que eu fui, do que eu sou. Sonho com o dia de ser minha sendo de outro. Ser do outro sendo eu. Ser eu e ser o outro. Sonho com o dia que eu possa olhar pra alguém e falar: Valerá a pena! Sentir o doce fel de um enjoo estranho, de um coração pulando e dançando samba.
Quero ser constantemente inconstante e ser(não sei como) entendida, lida e sabida.
Quero ser nuvem e sol. Quero o azul e o rosa, o preto e o branco. Imaginar uma coisa boa e na mesma hora abrir os olhos e saber quem a causa. Viver um sonho real, diferente e de tão idealizado me surpreender. Me fazer crer que o mundo tem salvação. Porque alguém me salvou por dentro. Não quero super-homem, nem Batman, nem Macunaima, quero um alguém que nem sei quem pode ser mas que seja e se faça ser.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Para nunca esquecer.


Vem com o vento de uma tarde de março.
Toda essa saudade. Doce saudade que me lembra de como eram boas as tardes de março,abril,maio,...,dezembro. E essa brisa me lembrou dos abraços, dos sorrisos e dos olhares ternos e inquietos.
Como não lembrar de uma parte tão terna e elegante de uma história.
De todos os capítulos escritos ou não, sei que esse estará sempre entre os mais bonitos e vivos e coloridos e alegres.
Lembro daquela saia, chata de passar, dos detalhes da blusa, sempre branquinha, e da meia que caia, caia e caia. E quando unidas formavam um dos mais belos trajes que já usei. Todas essas coisas, hoje, fazem falta.
Entendam bem, não vivo em função de uma saudade e não deixei de viver de forma plena. Mas faz falta e quando esse sentimento bate é bom lembrar. Lembro perfeitamente das dúvidas que tinha e dos medos. E hoje me viro sozinha. Mas como era bom viver junto. Sorrir junto. Não posso esquecer do lugar mais humano do mundo. Não posso me esquecer da diversidade cultural e humana. E nem quero.
Como é bom lembrar de você (de vocês).

sexta-feira, 9 de março de 2012

Vá!

Platonismo, saí de mim. Mas saia com toda essa sensação agradável e com as dores de cabeça também.
Ainda me lembro do estrago e dos buracos que trouxe na sua última visita. E alguns desses, ainda hoje, não foram completamente tampados.
Queria te dizer, também, que essa mania de aparecer do nada (sorrateiro) não vem sendo agradável. Vê se antes de chegar manda pelo menos uma mensagem ou um e-mail. Nada de sensações e vícios fictícios. Quero paz, quero uma vida tranquila.
Eu até gostava de você, mas isso foi antes da sua última visita. Você chegou forte e bonito mas quando enjoou da minha companhia quis ir sem avisar e foi, levando tudo consigo. Levando minha paz. Então, vê se não volta!
Por favor, não fique triste comigo. Tudo bem pode voltar. Mas se puder em outra hora. Não agora. Já compreendi. Você só vem se for agora. Aposta que você vai entrar, me desarmar e ir. Sim, você tem razão. O diálogo perfeito seria como a letra de "Noite dos Mascarados". Então, quem é você?

quarta-feira, 7 de março de 2012

Caro Watson!

Caro Watson,
Não posso negar que durante esses dias me flagrei pensando em você e no que éramos há um certo tempo. Músicas melancólicas e alegres te trazem a mim.
Mudanças, quantas mudanças... quem imaginaria que um dia estaríamos assim?
Espero que a magoa venha diminuindo com o tempo. Juro que toda aquela dor em mim, passou. Acho que precisávamos respirar, pelo menos eu.
Nesses dias, também, andei pensando no que, realmente, teria desencadeado esse desfecho. Talvez, o acaso, destino, erros ou escolhas. Penso, penso e não chego a nenhuma conclusão. Só de que, essa foi uma boa escolha, uma boa hora.
Espero que me perdoe com o tempo. E entenda, que a tristeza também me chama na janela certas vezes e eu me esforço e penso, e repenso , que foi melhor pra nós.
Li, esses dias, algumas cartas do Caio F. Abreu. E em uma achei um trecho que pareceu se encaixar em partes no que se passou.
"Depois das nossas brigas, compreendi uma porção de coisas. Compreendi, por exemplo, que eu estava mitificando e mistificando você; que estava também me anulando perto de você; que estava aceitando tudo o que vinha de você somente por achar você bacana. Longe de você, pensei por mim, analisei por mim, concluí por mim. Nós não estávamos nos comunicando mais. Um pouco por culpa minha, é certo, mas só um pouco. Tu não estavas me respeitando, humanamente. Não é agressão, Hildinha, é verdade. Tu não estavas me vendo como aquilo que sou, mas como aquilo que querias que eu fosse. Ora, a versão idealizada do Caio vezenquando se rompia e deixava escapar coisas que eram do Caio mesmo, o Caio-gente, o Caioconfuso, o Caio-angustiado que sempre fui e que continuarei sendo até não sei quando. E não aceitavas essa segunda face (que na verdade era a primeira, a única). Daí os choques.
(...) Eu estou me confundindo e não-dizendo aquilo que queria dizer. O importante, o irreversível, o definitivo, o claro nessa história toda é que eu gosto muito de ti. Muito mesmo. Não adoro nem venero, mas gosto na medida sadia e humana em que uma pessoa pode gostar de outra, O resto é detalhe. Ainda que tu não me escrevas, eu continuarei gostando, sabes?
(...) Depois de um paroxismo de compreensão, entre duas pessoas só pode começar uma lenta incompreensão não é mesmo? Foi o que aconteceu conosco. Regredimos em comunicabilidade, porque não era mais possível avançar. Quando a gente se abre mais, o outro vê fundo. E o fundo é quase sempre escuro e assusta. Gozado, pela primeira vez, sinto que estou escrevendo para uma amiga, uma pessoa no mesmo plano que eu — e não um monstro sagrado. É bom. Para mim, pelo menos. "
Espero que entenda e me aceite, lentamente, de novo na sua vida. Gosto muito de ti. Sempre gostei, não é mesmo?!
Mande notícias,
Natália.


Para um velho amigo.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Um vão.

Pensei e depois de muito exercitar minha mente tentando buscar soluções ou, pelo menos, uma explicação para o que anda acontecendo!
Primeiro, achei que eu era exagerada demais e levava tudo para o pessoal (afinal, tudo que nos atinge direta ou indiretamente é pessoal, certo?). Depois, cheguei a uma pré conclusão de que deveria ser culpa de outrem. Esquecendo-me do peso que carrego nos meus atos e escolhas feitas ou não.
Até que após certo retiro introspectivo notei que a possível causa para meus problemas era o desgaste! Desgaste físico e mental. Talvez, o primeiro e o segundo pensamento alinhados possam se completar.
Não carrego mais culpa em meus ombros. Me sinto livre!
Não carrego mais tristeza nos meus olhos. Foi minha escolha. É a minha escolha, é a minha vida. Não quero ser grossa, nunca quis! Mas, é amor, é da minha áurea o meu amor próprio. O meu querer bem a mim.
Certas vezes a vida nos leva a escolhas que podem ser desastrosas. Não vou mentir dizendo que não tenho medo que essa seja uma delas. Mas e se for, será. Se não for, Deus dará! Dará a mim e a você, e aos outros a chance de ser feliz de novo!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Eu, meus erros e o tempo

Acho que nem sempre fui assim... Talvez há algum tempo atras eu tenha sido diferente!
Mas, feliz ou infelizmente, hoje, agora, eu sou assim!
Demoro, faço pose de durona( mas é só pose mesmo. Tenho coração tão frouxo quanto o meu sorriso!), fecho a cara e analiso cada detalhe, os riscos e as chances.
Até acreditar... ai eu caio de cabeça, Zé. Vou com tudo, sem medo de nada! Dou meu coração, distribuo sorrisos, multiplico todos os gestos mais doces que eu conheça ou possa gerar. Como vou fundo e até vou sem medo! É como se eu me jogasse do 10° andar sem saber se o paraquedas está nas minhas costas. Mas vou pela adrenalina, pela vista, pela paisagem, pela sensação de ser livre sendo pro outro!
Só que ai surge o mal do ser humano ( ser humano burro e sem caráter ). A base do sistema que há dentro de todos: o querer ser melhor, a vontade de ser superior! Pois é isso é o fim para as relações lineares humanas! Afinal, quem nunca caiu de cara no asfalto? Quem nunca deu com os pés pelas mãos? Quem nunca errou por não ter errado?
E eu sou assim, como você, como ele. Eu sou assim, Zé, Carlos, André! Sou de carne e osso e alguns exageros.
E caio, me entristeço, me choco, me abalo mas levanto como todo bom ou boa brasileira! Sou de fé, sou de amor, sou de paz, eu sou da paz, eu sou do amor!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Sábio Mestre Caio

“… eu tinha — e tenho — um monte de coisas pra te dizer, aquelas coisas que a gente cala quando está perto porque acha que as vibrações do corpo bastam, ou por medo, não sei. Mas as coisas todas, externointerno, eram muito difíceis e escuras,[…] Eu não queria, eu não quero dar trevas, dor, medo, solidão — eu quero dar e ser luz, calor, amparo
— Caio Fernando de Abreu.

Escolha mal escolhida!

Essa mania de escolher demais faz com que quebremos a cara as vezes. E todas sabemos que mulher tem PhD quando o assunto é esse. Demoramos para escolher desde a cor do esmalte até alguém para amar!
Como mulher escolhe... A gente escolhe demais e acaba não escolhendo nada!
Triste é quando a suposta melhor escolha só nos traz agonia e tristeza.
Muito chato isso de se sentir mal com uma coisa que se quis.
Muito complicado isso de não saber o que sentir, não saber o que fazer.
Mais fácil seria escolher voltar no tempo!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Perguntas de uma saudade!

A gente dá atenção e sente falta! Só nos esquecemos de uma coisa: algumas pessoas não dão valor. Talvez, até deem mas não demostram nada, nem saudade, nem arrependimento, só distância! Distância no olhar, no sorriso ou até na vida em si!
Quem nunca se enganou achando que alguém era pra sempre e "pun" some tudo?
Some todo aquele sentimentalismo, companheirismo e todos os ismos que trazem coisas boas.
Só nos resta torcer (mesmo que lá no fundinho passe aquele pensamento "tomara que quebre a cara e sinta minha falta só para aprender") pelo bem, pelo que é bom pro outro.
Só nos resta esperar e torcer... vai que em uma dessas voltas dessa roda viva nossas vidas se tangenciem novamente?
E quem sabe um dia eu aprenda a conviver sem os que realmente me fazem falta? Quem sabe eu não deva aprender? Quem sabe eu tenha que me lembrar e fazer eterno dentro da minha alma? Quem sabe eternamente seja ter na mente?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Hoje em dia todo mundo fala que quer viver um grande amor, cheio disso e daquilo... Querer viver amor de novela é fácil. Quero ver aguentar toda a novela que é um amor!

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