quinta-feira, 2 de maio de 2013

Em aberto


Procurei, procurei e não encontrei título melhor. Em aberto. Estamos sempre nós. Dois.
Pela décima vez, paro na primeira linha.
Vinte vezes ou mais, tentei escrever sobre o agora de nós.
Eu que só sei escrever sobre angústias. Não tenho outro desejo que não seja de amor. Puro. Leve.
O amor. Desses que movem. Arrastam. Carregam e regeneram a gente.
Por mais complicada que seja, a nossa história tem uma beleza que não é a desses clichês norte americanos.
Marcamos a vida do outro de uma forma que nem no auge da imaginação, cogitaríamos...
Devo muito disso a você que poderia ter ido embora quando eu pedi ou em todas às vezes que tentei te expulsar da minha vida. Você que deveria ter sumido. Mas optou por permanecer.
Você que preferiu trocar o 'pra sempre' pelo agora. E tem me mostrado que o presente tem sido muito melhor que o passado e que o futuro tem um grande problema na mão caso queira superar o nosso agora.
Você me ensina a crescer a cada dia. E como crescemos...
Somos quase outras pessoas. Nos transformamos e estamos tentando amadurecer cada dia mais, só que sem pressa, dessa vez.
Você tem me ensinado que a pressa anda na contramão de tudo aquilo que é bom.
Você me fez entender que todos temos zilhões de problemas mas podemos escolher entre remoer a dor ou aceitá-la e superá-la.
Você que sempre trouxe meu melhor e pior lado à tona, me faz descobrir a cada dia como é bom ser especial pra alguém e ter alguém especial pra nós.
Já passamos dessa fase de adjetivos. O que eu sinto, hoje, é muito mais forte e chavão do que jamais imaginei.
Sofremos um bocado juntos e mais ainda longe. Não estou dizendo que a felicidade de um depende da companhia do outro. Longe disso. Mas o apoio sempre torna as coisas um pouco menos complicadas.
Sempre fui feliz e você também. Só que juntos a vida tem mais encanto.
Um boa noite que muda o sono. Um bom dia que carrega sorrisos. Mas que vem sem obrigação e que vai com a mesma leveza.
Você com todos os imperfeitos pretéritos, mais que perfeitos, invadiu o meu presente, o meu agora.
Quero ser tudo de bom que tens sido e significado pra mim.
To arriscando tudo e mais um pouco. Apostei minhas fichas, todas que eu tinha e que não tive também.
Eu que sempre fugi de riscos, do amor, da entrega, to aqui de braços abertos esperando o seu abraço, seu sorriso bobo e esse seu jeito manso.
E tudo que eu quero te dizer é que:



segunda-feira, 8 de abril de 2013

Querido,


eu só não largo tudo e saio correndo até ai porque eu sei que vai ser tudo igual.
É que eu não sei ser diferente. É óbvio que a gente aprendeu e agora só sabe gostar da gente.
Só que a gente é pesado demais. É duro demais. É dor demais. A gente só sabe fazer igual.
É que eu ainda não consegui descobrir o que é menos pior, menos doloroso, se é você ai e eu aqui, cheios de fotos em mesas de bar, cheios de saídas com amigos, cheios de vazio, cheios de dor, cheios de mágoas, cheios de saudade ou se é a gente tentar de novo, e passar tudo de novo. E de novo. E de novo.
É que eu não sei se to pronta. Acho que nunca tive. E você também. É que até a gente que é tão diferente consegue ser tão igualzinho nisso!
Já me pediram pra parar de ter tanto você nas minhas linhas mas é que só sei escrever sobre que tá me martelando e maltratando.
Poderia e posso falar sobre as Andinas, as Coreias ou sobre o cara que morreu mas eu to aqui falando sobre um desses casais que tinham tudo pra dar certo mas nunca deram.
A nossa história é mais batida do que o final das novelas da Globo. Oxalá, meu bem, que um dia ainda será, juntos ou não.
Mas não adianta só falar, escrever e querer. Tem que ir atrás, meu bem.
E esse nunca foi nosso forte.
O meu é fugir, sair correndo, pedir e querer me esconder, e brincar de pique esconde.
E o seu é não saber o que fazer, não sabe se fica atrás, não sabe se dá um tempo pr'eu pensar.
E nessa a gente nunca soube ser a gente.
E eu to aqui ouvindo a banda que você me viciou. Eu to aqui calada e distante. E você tá ai
e nem sei como está. Me dão notícias, me contam coisas. E eu não sei se acredito nessa fachada de homem duro e sem coração ou no que ando ouvindo.
Não sei até aonde a gente mudou. Não sei se é costume, apego ou se é amor.
Não sei quanto a você, mas eu já entendi que distrações de fim de semana apenas remediam o vazio, solidão, carência, falta de amor, falta de você ou seja lá o que isso quer dizer.
De fato, um dia descobriremos qual caminho tomar.
Com amor!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Notícias



Não dei o seu presente de Natal.
Não te falei o que queria.
O Ano Novo chegou, você não me desejou novos dias.
Larguei Engenharia de Produção pela Química. Passei no Vestibular. Vou morar longe e sozinha.
Na nossa cidade, a sensação térmica foi de 50°.
Dona Canô morreu.
As vendas aumentaram, a porcentagem de morte das estradas também.
O aeroporto ficou sem luz.
Genoino entrou pra Câmara.
Dilma aprovou a lei 'vale cultura'.
A polícia achou que a Bíblia era uma arma e matou um cara.
O dólar subiu.
O Site do Enem teve problema.
Na Índia, uma jovem sofreu estrupo coletivo e faleceu.
Os sistemas ficaram fora do ar.
Descobri que existe crime de ódio.
Estão criando uma vacina contra o vício em cocaína.
Na virada, surgiu um novo milionário.
Os salários dos ministros sofreram novo reajuste.
A gente não passou o Ano Novo juntos.
Na Itália, um cão frequentou missas após a morte de sua dona.
Janeiro teve 25 dias de chuva.
O cinema polônes invadiu o RJ.
Mais de 3 mil casos de dengue.
Infelizmente, cresceu em 24% o caso de estupros no Rj.
Abriram-se concursos, vagas de trabalho.
A dengue se tornou epidemia novamente.
E nada da gente.
O cônsul morreu afogado.
Ninguém sabia como a Venezuela ficaria.
O preço do aço subiu.
Sony descontinuou o console de vídeo game PlayStation 2.
A Wikipedia comemora 12 anos.
Cientistas da Inglaterra descobriram Huge-LQG, a maior estrutura jamais vista no Universo.
Começou o processo de beatificação de Odetinha que pode ser a primeira santa carioca.
Brack Obama tomou a posse de seu segundo mandato.
Fim do mandato de José Sarney como Presidente do Senado Federal do Brasil.
Início do mandato de Renan Calheiros como Presidente do Senado Federal do Brasil.
Você se revoltou e eu também.
O Mineirão voltou.
A presidência da Câmara dos Deputados mudou também.
Nigéria foi campeã.
O Papa anunciou sua renuncia.
A Coreia do Norte realizou seu terceiro teste nuclear.
Mocidade Alegre foi bicampeã em SP.
Não existe amor em SP.
Acho que não Rio também.
Vila Isabel foi campeã no RJ. Nem a Portela, nem a Beija-flor. Nenhum de nós ganhou.
Um cara matou sua namorada.
E tantos outros caras esqueceram as suas.
E tantas outras silenciaram o amor por orgulho.
Um meteorito caiu da Rússia. E eu lembrei de você.
Um asteroide passou perto da Terra e longe de nós.
O presidente do Equador foi reeleito.
Vão lançar o PlayStation 4.
Argo foi o melhor filme.
A melhor atriz tropeçou. Por que nós não podemos, então?
O Lado Bom da Vida me lembrou você. Calei.
Chegou ao fim o pontificado do Papa Bento XVI, com a renúncia tornou-se Papa emérito.
Hugo Chávez, morreu.
Chorão morreu.
O Papa é argentino.
Carolina Dieckmann tem uma lei com seu nome.
Tantos filmes entraram em cartaz. Tantos outros saíram.
Larguei o meu vício em cinema e só fui duas vezes.
Me viciei em jogo de simulação. Me desprendi.
Revivi novas amizades.
Sai.
Senti falta de tantas e tantas coisas.
Mudei em tantas partes.
Me convenci entre outras, me arrependi.
Tentei ser quem não era. Quebrei a cara.
Pensei em te ligar centenas de vezes.
E outras dezenas tive doente.
Há prenúncios de uma nova guerra.
Já dizia Albert Einstein: "Não sei com que armas a III Guerra Mundial será lutada. Mas a IV Guerra Mundial será lutada com paus e pedras."
Enjoei do meu celular.
Sempre enjoou de tudo.
Assisti filmes em português, inglês, espanhol, alemão, francês e italiano.
Descobri novas bandas.
Entendi que minha onda é a velha bossa e a nova MPB.
Tentei outras histórias mas sempre caí pra nossa de volta.
Outra notícias chegarão. Sobre o mundo. Sobre tudo. Até sobre nós.

terça-feira, 26 de março de 2013

Velho amigo




Dá o play antes...



Não foi a primeira, nem a segunda, muito menos a terceira. Mas representou o fim, ou melhor, um novo começo. Fazer o que se ainda não passou completamente. Nada passa em sua totalidade. E a gente não passou. Pelo menos, não pra mim. Não, não!

Entenda bem, nunca me esquecerei de tudo o que existiu, se sentiu, doeu e marcou. Não só em mim, em você também. Então, pela bilionésima vez, vê se me perdoa, ou não perdoa só que, por favor, me supere! Mas, não se esqueça. Sei que pode soar como um ato extremamente egoísta. Mas, afinal, quem nesse mundo não tem um quê egocêntrico? Eu não sou diferente, nem você. Viu bem? Não usei 'nós'. Até porque antes de deixarmos de ser, já não éramos.

Vê se me entende, quero teu bem, quero o meu também. Desejo que as notícias, que chegam até mim sobre você, sejam, apenas, sobre vitórias e conquistas. Você merece! Quero, um dia, poder encontrar com você casualmente, olhar nos seus olhos, e não sentir todo frio que existe dentro de você. Queria enxergar em você, alegria em cada o momento.
Sabia que você foi meu melhor amigo? Apesar deu sempre ter tido outros pseudo melhores amigos. Ninguém sabia tanto sobre mim, ninguém me entendia tanto quanto tu, tatu. E o inverso era real. Eu te conheço melhor do que meia dúzia dessas suas amizades. Apesar, de grande parte das pessoas julgar imaturo e infantil um desejo de amizade depois de 'tudo aquilo'. A meu ver, é o contrário! Já ouviu 'não deve haver rancor aonde já se teve amor'? Meu desejo se resume nessa frase! Nesses meus lapsos quase te excluí das minhas redes socias só para lhe enviar um novo ‘pedido de amizade’. Seria algo extremamente simbólico, mas pensei melhor. E talvez, ainda não seja a hora.
Sabe, me lembrei, num sábado à noite qualquer, de todas as vezes que a gente já chorou. De tudo que a gente já passou. E eu sinto que a gente ainda vai passar muita coisa nessa vida. Seria mais fácil se o senhor cabeça dura abrisse mão desse orgulho e conseguisse me olhar com os primeiros olhos, o olhar de amizade do inicio, lembra? É pedir muito, eu sei. Você adorava dizer que era meu melhor amigo e tudo mais e todo o mais. Então me encara de uma vez como uma completa desconhecida e deixa que arrumo uma brecha nessa tua vida.

Não fica com raiva de mim, por favor!

Vê se me entende. Eu sei que sempre falo isso e não vou mentir dizendo que essa é a última vez. Mas é que eu te amei demais e sempre tive uma dificuldade exagerada para deixar amores para trás. Amei você demais. E ainda te amo. Sempre vou te amar. Porque o amor marca a gente. Marca nossa história. E entre tantas transições você esteve aqui. Decidi que vou falar isso pros meus netos, se um dia eu tiver. Acho que vou me casar um dia, quem sabe. (Você leu bem: eu e ‘casamento’ numa mesma frase. Não se assusta, vai!) Só que esse alguém não será você. Ou será não sei. Já pensou que caos completo se na hora do ‘sim’, eu decido fugir como de costume. Acho que fugir resume bem o que aconteceu entre a gente. Sempre fugindo, ou eu, ou você, ou o amor. Fugíamos de você e de mim com medo do que viria da dor e do estrago que sempre causamos um no outro. Não sei como você pode ainda pensar em mim quando tá sozinho de noite.
E que aquele seu antigo devaneio não será realidade. Você não vai largar tudo pra entrar Igreja adentro no meio do meu casamento, me puxar pelo braço e dizer que me ama e sempre me amou. É que abri mão de me acostumar com a felicidade do dia-a-dia e da mesmice tranquila de um cotidiano arrastado com você. Abri mão de ter uma família grande e típica.

O que consola a ambos é que você me conhece bem até demais e, no fundo, eu sei, que nunca levou muita fé em mim. Mas sempre me deu força e coragem. E é disso que eu sinto mais falta. Eu nunca te agradeci depois daquele dia no qual eu queria até fugir do mundo, mas você foi meu apoio e minha força. E naquele ano louco que eu achava que decidiria a minha vida, você teve lá... do seu jeito meio sem jeito mas tentando, sempre, dar um jeito no amor da gente. E de tantas e tantas vezes que ninguém soube o quão importante você foi pra mim. Eu to sentindo muita falta do seu apoio. Do seu carinho. Não eu não quero voltar dessa vez. CHEGA! Mas eu já aprendi e entendi que nada vai ser diferente. Somos as mesmas pessoas que éramos então vamos seguir em frente, ambos merecem! Mas é que você marcou minha vida demais. Nunca te contei, mas desde que te conheci você é meu melhor amigo, rapaz! E sinto que não importa o que está por vir, ou o que passou, no fundo, meu coração ainda vai estremecer ao te ver mesmo que se passem 15 anos. Mesmo que você mude completamente ou não. Porque as lembranças sempre serão as mesmas. E, infelizmente, você sabe que eu não consigo guardar mágoa e rancor. Que na hora parece que eu vou quebrar a cara da pessoa, mas na verdade sou eu que to toda quebrada por dentro. Mas logo me reconstruo tipo as cidades do Japão e a raiva, rancor e amargura passam, deixando apenas o que foi bom aqui dentro. E lembranças boas não faltam quando o assunto era a gente. Muito obrigada por cada abraço apertado ao longo desses dois anos. Mas tenho que ser clara! Odeio essa sua falta de humanidade e essa sua frieza desmedida. Aonde é que já se viu?! Viver tudo o que vivemos; passar por tudo que passamos; silenciar segredos; ser apoio e força pro outro e depois não ter a coragem e dignidade de olhar no olho, de se questionar será que aquela filha da puta tá bem?

Eu sei que seus amigos estão lendo esse texto agora. E que, provavelmente, 80% deles saibam que é sobre e para você. Talvez, você leia. Talvez, alguém fale pra você ler. Você vai dizer que deve ser sobre outra pessoa, mas no fundo, sabe que é sobre você. E se questionará até quando eu irei continuar fazendo isso. Mas sabe que é uma pergunta sem resposta. E, na verdade, admira esse meu jeito de quem não se importa com o que vão pensar ou dizer sobre mim. O problema é que isso te jogou numa zona de conforto. Porque quem tenta a aproximação sou eu, quem sai quem volta quem chora, mas você sente junto. Sente tudo isso que eu sinto, mas não chega e não fala. Não assume. Por que, rapaz?

Você deveria experimentar o gosto da liberdade que existe em ir atrás do que se sente. Em correr atrás do que se quer. Em ser o que quer! Em ser o que se é.

 Me perdi no caminho, como sempre faço, e esquecei de dizer o mais importante: nunca esquecerei você e preciso da sua amizade agora, mais do que nunca! 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Desculpe as mágoas que eu deixei!




E dai, que seu beijo foi o mais normal entre todos que eu já experimentei? E o que é que tem se o jeito que você me segura, me abraça e me carrega pra mais perto é tão carinhosamente sem jeito? Qual é o problema se a nossa história nunca foi 'nossa'? Que o romance conturbado e cheio de contrapontos marcou a sua vida e a minha? Você errou e não foi pouco. Eu não fiquei pra trás. Esse seu jeito cabeça dura nunca ajudou. E o meu orgulho só atrapalha. Vamos jogar a culpa no tempo e nas circunstâncias e extingui-la de nós. Incrível, como não cansamos de usar um ao outro. É só a danada da carência se aproximar e pronto! Acaba o ponto, a vírgula, o orgulho e o "eu nunca mais". Bastam cinco minutos pra cabeça virar, pirar e enlouquecer... Começo a andar mais arrumada na rua, ir pra rua. Largo um pouco esse jeitão caseiro. Você sabe bem! De clichê não temos nada. Ou melhor, temos até demais. Somos o típico casal que não chega a ser um "casal" no real valor sociológico. Uma hora, assim, do nada, você chega, sorrateiramente, e invade minha alma. Pareço a mesma criança que era quando nos conhecemos. E, eu recuo por medo do estrago que, sempre, fica. Você me convence mais uma vez que ser feliz não faz mal a ninguém. Me envolvo. Você vai. Sempre, vai! Volta. Eu uso, abuso, te magoou. E vou. E não volto. Até que o tempo passa. O coração descobre que existem outras formas de mágoa. Você desconfia e volta. Sempre, volta! Talvez, devêssemos solidificar o laço com uma amizade. Afinal, poucas pessoas marcam tanto como foi você. Apesar de todas as queixas que ouço e de todo o julgamento que recebo, te agradeço, viu?! Mesmo com tudo, toda dor, desilusão, partidas, idas, vindas, ofensas, mágoas e paz que trocamos, você nem imagina o quanto me fez crescer! Tanto tempo te esperei e você não veio que cansei e parti. Conheci tantos outros, tortos, certos, loucos. Tantas vezes te usei como escudo. Como objeto. Fazendo o que julgo errado. Escondi minha covardia na culpa do destino. Tudo passa, e, isso passou. Não falo em rancor, não falo em problemas, mágoas, tristezas, encontros, acasos, amor, alegrias. Digo que passou, você, eu, o tempo. Peço desculpas pelas mágoas que eu deixei! Com todo afeto: te quero bem!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Tanto faz!

Frases com trocadilho sempre pegaram meu interesse pela cintura. A última lida, fez com que eu refletisse bastante...
Quem? Me diga, quem, em alguma fase da vida, não se identificaria com esse clichê? "Tanto fiz que agora tanto faz" Comigo, obviamente, não foi diferente. E caí na minha mania de escrever sobre o que eu sinto. E sinto muito. De verdade. Senti muito por você, moço. E, hoje, sinto ainda mais. Ainda mais: pena, dó e tento achar um resquício de piedade. Torço do fio do meu cabelo até o dedinho do meu pé, que insiste em bater nos móveis, que você quebre muito a sua cara. E que um dia você ache uma pessoa com o seu mesmo tipo físico e mental (mesmo que você não tenha). Sabe qual é o verdadeiro problema? Eu sou mulher demais pra você! Mesmo que 99,9% das pessoas descordem, eu não ligo! Não me importo se todos acham que eu não passo de uma menininha mimada que consegue tudo que quer. Deixei de dar atenção pra esse tipo de crítica faz tempo... Desde que eu parei de chorar por medo do mundo e comecei a ter orgulho de tudo que eu passei, do quanto eu lutei e de quem eu sou! E que se dane! Dane-se você e seu altruísmo infantil que acha que eu tenho que esquecer tudo só porque você fez uso do chavão "Me desculpa, não vou mais fazer isso!". Que se dane o seu medo! O medo que você tem de mim! O medo e a vergonha que você tem de mim! É... Tinham razão... A pior coisa é quando uma mulher cisma que pode fazer uma criança virar homem. Eu quase me perdi de mim. Quis mudar minhas medidas, meu cabelo, meu gosto musical, meu jeito de menininha da mamãe com um quê de quem sabe o que está fazendo. É que não basta virar a página. Nesse caso, teria que rasgá-la. Rasgaria todas as cartas que você nunca mandou. Todas as fotos que a gente nunca tirou. Tacaria fogo nos presentes que você não me deu. E diria pra todos que eu fingi o tempo todo e jamais gostei de você! Pena que nem raiva eu saiba sentir por você agora! Você não é um moço. É uma pessoa. Normal! Ou nem tanto! E eu, aqui, tentando entender e fugindo de tudo que eu pensei sobre você em alguns segundos. É que o tempo de antes não é o de agora, viu?! E eu? Ainda to aqui! Torcendo por uma ligação, uma SMS, um sinal de fumaça ou uma carta. Nunca é tarde demais! Não iria tentar. E, na verdade, nem desejo mais um sinal seu. Seja o que Deus quiser. Agora, TANTO FAZ! Mas, caso, um dia, eu te encontre na ponta de um penhasco...









Sou a primeira a empurrar a corda pra tentar te ajudar.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Desembrulhos

Entendo, o seu jeito e até admiro. Poucos, hoje, respeitariam. Dar espaço ao meu espaço, compreender minhas vontades e cair de cabeça nos meus desejos, quem nunca sonhou com isso? Até eu em outros tempos, antigos tempos. Sabe, estou aqui sendo sincera. Não tá sendo fácil. Então, vamos colaborar. Sem artimanhas, sem risadas fora de hora, sem esse ar de sabe tudo, sem esse jeito que me revira. Deixa eu te recriar um pouco. Quando criança, criei meu próprio cantinho do pensamento. Não era castigo, nem obrigação. Sempre tive essa imaginação voraz. Essa vontade estarrecida de quem quer algo, mesmo não sabendo o que, e, por isso, acaba querendo tudo. Coisa de filho único. E quem não é ? Todos somos únicos. Você, por exemplo, passa longe do que sua irmã é. Ainda bem. Odiaria contar momentos tão meus pra alguém que não fosse você. Quero deixar bem claro que admiro teu jeito calmo, essa centralidade emocional que me causa desequilíbrio e que me embrulha o estômago pensar no teu sorriso devassado. Mas por favor, teu reinado anda correndo riscos. Sua realeza exacerbada causa estrago, moço! Você deve estar confuso, pensando, essa maluca não sabe o que quer. E não sei mesmo. E, nunca neguei, sou meio doida também. Mas não se esquece de falar que sou desmiolada, exagerada, confiável e, até certo ponto, amiga. Meu bem, preciso do teu carinho e respeito mas com medidas. Por favor, menos respeito, mais paixão. É que quando estamos a sós quero, apenas, despudor, carícias e entrega. Esquece essa de pensar no que as pessoas diriam. Mas, te peço que me respeite na frente dos seus e dos meus, ninguém tem nada a ver com os nossos desembrulhos. Me respeite, principalmente, no meio de uma briga. Aprecie meu ponto de vista torto de mundo. E explique o seu, sem impor, com pudor e pisando em ovos. Tenho gênio quente e fugaz. Quero teu carinho, não a toda hora. Na hora certa, na hora exata, na nossa hora. Sem esses mimos e bajulações excessivas. Quero a dúvida. Quero o medo. O frio na barriga. O embrulho no estômago. Quero atenção. Quero você. E, isso, eu quero de qualquer jeito.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Vem!

Hey, volta logo. Esse teu jeito manso de olhar o mundo e sua risada escandalosa que, incrivelmente, alegra até os meus dias mais cinzas. É que eu to estranhando o espaço entre aberto das minhas madrugadas, as conversas com ar de briga e as discussões que mais pareciam um fazer as pazes. Não sei porquê, nem quando, inventei de derramar amores por, malandreado, anjo. Impossível seria não o fazer. Inacreditavelmente, eu decidi usar de tantos advérbios modais para exprimir o carinho que escondo entre os poros. Essa ausência vem causando estranhamento. Gostaria de lhe informar que desejei para esse meu novo capítulo novos amigos. Só esqueci de pedir ao universo a tua permanência. Talvez seja por isso. Esse talvez seja o motivo desse esconderijo do qual, você, não sai . Deus sabe da força e da pureza desse carinho desmedido. E por causa disso, sei que na hora certa você volta. E esse aprendizado devo ao meu mestre Ari que sempre me explicou e tentou enfiar na minha cabeça dura e ansiosa que a pressa e a vontade não são razões suficientes para que algo ocorra, pelo contrário. O que for pra ser será, não é mesmo, meu maestro?

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