quinta-feira, 22 de março de 2012

Acordar sonhando.


Bom mesmo é acordar e te ver todo dia.
Sentir um frio na barriga.
Correr para ficar bonita.
Sonhar para te achar.

Bom mesmo é dormir com você.
E acordar
Acordar e querer dormir de novo
e sonhar.

Sonho e acordo
e sonho acordado.
E durmo e levanto.
E sinto e penso
e transporto você.

terça-feira, 20 de março de 2012

E eu fico nessa de não vou falar. Vou ser durona. Me vestir e revestir de uma capa de aço que não é minha mas vou pegar emprestada.
E você? Nada! Nadinha. Nem um "oi". Nem um "tudo bem?". E eu aqui querendo escrever um texto gigantesco explicando e exemplificando tudo o que eu sinto e tudo o que vem na minha cabeça quando eu penso em você.
E eu aqui parada esperando. Esperando. E vou esperar e torcer. Porque um dia vem, mesmo que vá. Um dia vem!

domingo, 18 de março de 2012

Órgão oco.

Eu tenho um coração.
Dois olhos e uma boca.
Eu tenho o silêncio
e dois ouvidos.
Eu tenho uma vida
e 6 vidas que se seguram nela.
Eu tenho um nariz
e todo o oxigênio do mundo esperando para ser inalado.
Eu tenho um coração
que de tanto bater, anda querendo apanhar.
Eu tenho um coração
que de tanto pulsar, inventou de pular por ai.
Eu tenho um coração
que de tanto bombear, resolveu querer ser dependente.
Eu tenho um coração
que de tão responsável, decidiu ser criança de novo.

Um sonho só meu.

Eu quero um amor que seja meu. Só meu. E sendo tanto assim, cheio de mim, me leve para um lugar onde não haja mais o eu, nem o nós. Só o todo. O tudo. Porque o resto, e o mundo não importam. Quero um alguém, que me pegue e me leve além do que eu fui, do que eu sou. Sonho com o dia de ser minha sendo de outro. Ser do outro sendo eu. Ser eu e ser o outro. Sonho com o dia que eu possa olhar pra alguém e falar: Valerá a pena! Sentir o doce fel de um enjoo estranho, de um coração pulando e dançando samba.
Quero ser constantemente inconstante e ser(não sei como) entendida, lida e sabida.
Quero ser nuvem e sol. Quero o azul e o rosa, o preto e o branco. Imaginar uma coisa boa e na mesma hora abrir os olhos e saber quem a causa. Viver um sonho real, diferente e de tão idealizado me surpreender. Me fazer crer que o mundo tem salvação. Porque alguém me salvou por dentro. Não quero super-homem, nem Batman, nem Macunaima, quero um alguém que nem sei quem pode ser mas que seja e se faça ser.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Para nunca esquecer.


Vem com o vento de uma tarde de março.
Toda essa saudade. Doce saudade que me lembra de como eram boas as tardes de março,abril,maio,...,dezembro. E essa brisa me lembrou dos abraços, dos sorrisos e dos olhares ternos e inquietos.
Como não lembrar de uma parte tão terna e elegante de uma história.
De todos os capítulos escritos ou não, sei que esse estará sempre entre os mais bonitos e vivos e coloridos e alegres.
Lembro daquela saia, chata de passar, dos detalhes da blusa, sempre branquinha, e da meia que caia, caia e caia. E quando unidas formavam um dos mais belos trajes que já usei. Todas essas coisas, hoje, fazem falta.
Entendam bem, não vivo em função de uma saudade e não deixei de viver de forma plena. Mas faz falta e quando esse sentimento bate é bom lembrar. Lembro perfeitamente das dúvidas que tinha e dos medos. E hoje me viro sozinha. Mas como era bom viver junto. Sorrir junto. Não posso esquecer do lugar mais humano do mundo. Não posso me esquecer da diversidade cultural e humana. E nem quero.
Como é bom lembrar de você (de vocês).

sexta-feira, 9 de março de 2012

Vá!

Platonismo, saí de mim. Mas saia com toda essa sensação agradável e com as dores de cabeça também.
Ainda me lembro do estrago e dos buracos que trouxe na sua última visita. E alguns desses, ainda hoje, não foram completamente tampados.
Queria te dizer, também, que essa mania de aparecer do nada (sorrateiro) não vem sendo agradável. Vê se antes de chegar manda pelo menos uma mensagem ou um e-mail. Nada de sensações e vícios fictícios. Quero paz, quero uma vida tranquila.
Eu até gostava de você, mas isso foi antes da sua última visita. Você chegou forte e bonito mas quando enjoou da minha companhia quis ir sem avisar e foi, levando tudo consigo. Levando minha paz. Então, vê se não volta!
Por favor, não fique triste comigo. Tudo bem pode voltar. Mas se puder em outra hora. Não agora. Já compreendi. Você só vem se for agora. Aposta que você vai entrar, me desarmar e ir. Sim, você tem razão. O diálogo perfeito seria como a letra de "Noite dos Mascarados". Então, quem é você?

quarta-feira, 7 de março de 2012

Caro Watson!

Caro Watson,
Não posso negar que durante esses dias me flagrei pensando em você e no que éramos há um certo tempo. Músicas melancólicas e alegres te trazem a mim.
Mudanças, quantas mudanças... quem imaginaria que um dia estaríamos assim?
Espero que a magoa venha diminuindo com o tempo. Juro que toda aquela dor em mim, passou. Acho que precisávamos respirar, pelo menos eu.
Nesses dias, também, andei pensando no que, realmente, teria desencadeado esse desfecho. Talvez, o acaso, destino, erros ou escolhas. Penso, penso e não chego a nenhuma conclusão. Só de que, essa foi uma boa escolha, uma boa hora.
Espero que me perdoe com o tempo. E entenda, que a tristeza também me chama na janela certas vezes e eu me esforço e penso, e repenso , que foi melhor pra nós.
Li, esses dias, algumas cartas do Caio F. Abreu. E em uma achei um trecho que pareceu se encaixar em partes no que se passou.
"Depois das nossas brigas, compreendi uma porção de coisas. Compreendi, por exemplo, que eu estava mitificando e mistificando você; que estava também me anulando perto de você; que estava aceitando tudo o que vinha de você somente por achar você bacana. Longe de você, pensei por mim, analisei por mim, concluí por mim. Nós não estávamos nos comunicando mais. Um pouco por culpa minha, é certo, mas só um pouco. Tu não estavas me respeitando, humanamente. Não é agressão, Hildinha, é verdade. Tu não estavas me vendo como aquilo que sou, mas como aquilo que querias que eu fosse. Ora, a versão idealizada do Caio vezenquando se rompia e deixava escapar coisas que eram do Caio mesmo, o Caio-gente, o Caioconfuso, o Caio-angustiado que sempre fui e que continuarei sendo até não sei quando. E não aceitavas essa segunda face (que na verdade era a primeira, a única). Daí os choques.
(...) Eu estou me confundindo e não-dizendo aquilo que queria dizer. O importante, o irreversível, o definitivo, o claro nessa história toda é que eu gosto muito de ti. Muito mesmo. Não adoro nem venero, mas gosto na medida sadia e humana em que uma pessoa pode gostar de outra, O resto é detalhe. Ainda que tu não me escrevas, eu continuarei gostando, sabes?
(...) Depois de um paroxismo de compreensão, entre duas pessoas só pode começar uma lenta incompreensão não é mesmo? Foi o que aconteceu conosco. Regredimos em comunicabilidade, porque não era mais possível avançar. Quando a gente se abre mais, o outro vê fundo. E o fundo é quase sempre escuro e assusta. Gozado, pela primeira vez, sinto que estou escrevendo para uma amiga, uma pessoa no mesmo plano que eu — e não um monstro sagrado. É bom. Para mim, pelo menos. "
Espero que entenda e me aceite, lentamente, de novo na sua vida. Gosto muito de ti. Sempre gostei, não é mesmo?!
Mande notícias,
Natália.


Para um velho amigo.

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