quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Fim do Ponto Final

Eu não gosto de usar pontos finais prefiro reticências e vírgulas E isso fica explicito na minha fala Acho que deve ser devido a minha ideia ingenua de que nada tem final Que sempre aparecerem continuações Uma ideia sempre gerará a que virá depois e, se não, o texto não tem sentido As palavras se perdem Repare bem, pense em algo que acabou na sua vida Esse algo gerou outra situação, uma situação nova Situação essa que gerará outra e outra Acho que ponto final é sério de mais É decisivo demais para ser usado sem antes pensar Como você sabe que aquilo não voltará em outra hora? Nesse pensamento, seria melhor usar três pontos que nos permitem pensar, repensar e pensar novamente sobre o que virá Sem fins, apenas continuações

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Tomara.


Sabe, o que eu acho da gente é a mesma coisa que eu sempre achei sobre todo mundo. Sempre passa. Sempre muda. Sempre acaba. Mas que passe, que mude, que acabe. Mas que vivamos uma história. Mesmo que seja torta e louca. Alias, tomara que seja louca. Histórias retilíneas demais, comuns demais, normais demais são mornas demais e sem vida. Quero brigas, despedidas e voltas. Reconciliações e paz. E que quando eu estiver me enjoando, estiver ficando chato demais que você chegue com uma cara de cachorro abandonado me pedindo colo e querendo que a gente volte a ser o que era. E você vai me fazer cócegas, eu vou fingir que estou irritada e vou acabar rindo. Vamos nos beijar. Fazer as pazes e continuar com a história das nossas vidas. Então, tomara que a gente brigue, a gente se ama, se engane e se entenda.

domingo, 4 de setembro de 2011

007

Eu não ando bem. Me pergunto constantemente: - O que há com você, Natália?
Pensei, repensei, trepensei e nada. Nenhuma resposta.
Não sei. Não sei mesmo. Bem que queria saber. Uma pena não saber.
Queria entender. Queria compreender. Mas isso parece cada vez mais difícil. Quase uma missão para um desses típicos heróis hollywoodianos. Talvez fosse uma das missões mais complexas para o Bond. Porque essa não se resolve na porrada, nem no charme, nem nas armas. Apenas na paciência. E haja paciência também.

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