
Desculpa, mas não me acostumei com a sua ausência nem com seu descaso.
Desculpa, por não poder perdoar tudo isso.
Eu acredito em Cristo, sei que o perdão é a escolha certa. Mas uma dia conseguirei, agora não.
Não pense que te quero de volta, ou que ainda acredito que um dia tudo seria como foi.
Eu não espero isso.
Mas não esperava essa falta de interesse sem fim, chega quase a ser desprezo pelo passado. Pelo que éramos!
Éramos, não aguento mais falar em passado.
Eu sinto sua falta, e como toda falta vem de um lembrança vem de uma vontade de viver ainda. Eu não me desapeguei à você. Eu não esqueci a nossa amizade.
Me desculpa, tá?
Mas eu nunca fui assim. Nunca larguei o que sentia pro lado, nunca passei em frente a alguém que já foi quase tudo pra mim e fingi que nem conhecia. Não sei se é por educação, consideração ou mania.
Odeio passar por você, não gritar seu nome e ir correndo te abraçar como eu fazia há alguns anos. Odeio não ouvir você falar mil besteiras, coisas de futebol, casos amorosos, não te ver dançar funks e cantar pagodes, mesmo não gostando de nada disso. Você era a única pessoa do seu time que respeitava o meu, a única pessoa pela qual valia a pena ver um futebol chato de pernas de pau só para apoiar e gritar seu nome depois de uma grande jogada.
Você me fazia rir e achar que seria pra sempre, tudo que só durou alguns anos.
Felicidades e que ninguém te esqueça como você já esqueceu da gente.
Ps: Esse você não é uma pessoa. É uma vida, é um passado, é uma alegria que se afastou, é um sorriso sem jeito depois de um briga. Era um anjo sem asas que ao criar asas, se foi. Esse você era um amigo. Mesmo que na amizade não se deixe de ser.
Nenhum comentário:
Postar um comentário