eu só não largo tudo e saio correndo até ai porque eu sei que vai ser tudo igual.
É que eu não sei ser diferente. É óbvio que a gente aprendeu e agora só sabe gostar da gente.
Só que a gente é pesado demais. É duro demais. É dor demais. A gente só sabe fazer igual.
É que eu ainda não consegui descobrir o que é menos pior, menos doloroso, se é você ai e eu aqui, cheios de fotos em mesas de bar, cheios de saídas com amigos, cheios de vazio, cheios de dor, cheios de mágoas, cheios de saudade ou se é a gente tentar de novo, e passar tudo de novo. E de novo. E de novo.
É que eu não sei se to pronta. Acho que nunca tive. E você também. É que até a gente que é tão diferente consegue ser tão igualzinho nisso!
Já me pediram pra parar de ter tanto você nas minhas linhas mas é que só sei escrever sobre que tá me martelando e maltratando.
Poderia e posso falar sobre as Andinas, as Coreias ou sobre o cara que morreu mas eu to aqui falando sobre um desses casais que tinham tudo pra dar certo mas nunca deram.
A nossa história é mais batida do que o final das novelas da Globo. Oxalá, meu bem, que um dia ainda será, juntos ou não.
Mas não adianta só falar, escrever e querer. Tem que ir atrás, meu bem.
E esse nunca foi nosso forte.
O meu é fugir, sair correndo, pedir e querer me esconder, e brincar de pique esconde.
E o seu é não saber o que fazer, não sabe se fica atrás, não sabe se dá um tempo pr'eu pensar.
E nessa a gente nunca soube ser a gente.
E eu to aqui ouvindo a banda que você me viciou. Eu to aqui calada e distante. E você tá ai
e nem sei como está. Me dão notícias, me contam coisas. E eu não sei se acredito nessa fachada de homem duro e sem coração ou no que ando ouvindo.
Não sei até aonde a gente mudou. Não sei se é costume, apego ou se é amor.
Não sei quanto a você, mas eu já entendi que distrações de fim de semana apenas remediam o vazio, solidão, carência, falta de amor, falta de você ou seja lá o que isso quer dizer.
De fato, um dia descobriremos qual caminho tomar.
Com amor!