sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Desculpe as mágoas que eu deixei!




E dai, que seu beijo foi o mais normal entre todos que eu já experimentei? E o que é que tem se o jeito que você me segura, me abraça e me carrega pra mais perto é tão carinhosamente sem jeito? Qual é o problema se a nossa história nunca foi 'nossa'? Que o romance conturbado e cheio de contrapontos marcou a sua vida e a minha? Você errou e não foi pouco. Eu não fiquei pra trás. Esse seu jeito cabeça dura nunca ajudou. E o meu orgulho só atrapalha. Vamos jogar a culpa no tempo e nas circunstâncias e extingui-la de nós. Incrível, como não cansamos de usar um ao outro. É só a danada da carência se aproximar e pronto! Acaba o ponto, a vírgula, o orgulho e o "eu nunca mais". Bastam cinco minutos pra cabeça virar, pirar e enlouquecer... Começo a andar mais arrumada na rua, ir pra rua. Largo um pouco esse jeitão caseiro. Você sabe bem! De clichê não temos nada. Ou melhor, temos até demais. Somos o típico casal que não chega a ser um "casal" no real valor sociológico. Uma hora, assim, do nada, você chega, sorrateiramente, e invade minha alma. Pareço a mesma criança que era quando nos conhecemos. E, eu recuo por medo do estrago que, sempre, fica. Você me convence mais uma vez que ser feliz não faz mal a ninguém. Me envolvo. Você vai. Sempre, vai! Volta. Eu uso, abuso, te magoou. E vou. E não volto. Até que o tempo passa. O coração descobre que existem outras formas de mágoa. Você desconfia e volta. Sempre, volta! Talvez, devêssemos solidificar o laço com uma amizade. Afinal, poucas pessoas marcam tanto como foi você. Apesar de todas as queixas que ouço e de todo o julgamento que recebo, te agradeço, viu?! Mesmo com tudo, toda dor, desilusão, partidas, idas, vindas, ofensas, mágoas e paz que trocamos, você nem imagina o quanto me fez crescer! Tanto tempo te esperei e você não veio que cansei e parti. Conheci tantos outros, tortos, certos, loucos. Tantas vezes te usei como escudo. Como objeto. Fazendo o que julgo errado. Escondi minha covardia na culpa do destino. Tudo passa, e, isso passou. Não falo em rancor, não falo em problemas, mágoas, tristezas, encontros, acasos, amor, alegrias. Digo que passou, você, eu, o tempo. Peço desculpas pelas mágoas que eu deixei! Com todo afeto: te quero bem!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Tanto faz!

Frases com trocadilho sempre pegaram meu interesse pela cintura. A última lida, fez com que eu refletisse bastante...
Quem? Me diga, quem, em alguma fase da vida, não se identificaria com esse clichê? "Tanto fiz que agora tanto faz" Comigo, obviamente, não foi diferente. E caí na minha mania de escrever sobre o que eu sinto. E sinto muito. De verdade. Senti muito por você, moço. E, hoje, sinto ainda mais. Ainda mais: pena, dó e tento achar um resquício de piedade. Torço do fio do meu cabelo até o dedinho do meu pé, que insiste em bater nos móveis, que você quebre muito a sua cara. E que um dia você ache uma pessoa com o seu mesmo tipo físico e mental (mesmo que você não tenha). Sabe qual é o verdadeiro problema? Eu sou mulher demais pra você! Mesmo que 99,9% das pessoas descordem, eu não ligo! Não me importo se todos acham que eu não passo de uma menininha mimada que consegue tudo que quer. Deixei de dar atenção pra esse tipo de crítica faz tempo... Desde que eu parei de chorar por medo do mundo e comecei a ter orgulho de tudo que eu passei, do quanto eu lutei e de quem eu sou! E que se dane! Dane-se você e seu altruísmo infantil que acha que eu tenho que esquecer tudo só porque você fez uso do chavão "Me desculpa, não vou mais fazer isso!". Que se dane o seu medo! O medo que você tem de mim! O medo e a vergonha que você tem de mim! É... Tinham razão... A pior coisa é quando uma mulher cisma que pode fazer uma criança virar homem. Eu quase me perdi de mim. Quis mudar minhas medidas, meu cabelo, meu gosto musical, meu jeito de menininha da mamãe com um quê de quem sabe o que está fazendo. É que não basta virar a página. Nesse caso, teria que rasgá-la. Rasgaria todas as cartas que você nunca mandou. Todas as fotos que a gente nunca tirou. Tacaria fogo nos presentes que você não me deu. E diria pra todos que eu fingi o tempo todo e jamais gostei de você! Pena que nem raiva eu saiba sentir por você agora! Você não é um moço. É uma pessoa. Normal! Ou nem tanto! E eu, aqui, tentando entender e fugindo de tudo que eu pensei sobre você em alguns segundos. É que o tempo de antes não é o de agora, viu?! E eu? Ainda to aqui! Torcendo por uma ligação, uma SMS, um sinal de fumaça ou uma carta. Nunca é tarde demais! Não iria tentar. E, na verdade, nem desejo mais um sinal seu. Seja o que Deus quiser. Agora, TANTO FAZ! Mas, caso, um dia, eu te encontre na ponta de um penhasco...









Sou a primeira a empurrar a corda pra tentar te ajudar.

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